sábado, 25 de janeiro de 2014

Educação e Filosofia serão discutidas no Projeto Interseção

Foto (arquivo pessoal da entrevistada) Prof. Me Ivanete Pereira - Coordenadora do Projeto Interseção
Foto:  Prof. Me. Ivanete Pereira
Educação é algo que se aplica a todos os segmentos da sociedade, portanto, se faz presente também na Filosofia. Ai você se pergunta, mas de que forma? Esta temática será discutida dia 25 de junho, através do Projeto Interseção na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no Auditório Rio Solimões. Vale ressaltar que os encontros acontecem todas as quartas-feiras, com início às 18h.


Os idealizadores do Projeto Interseção são professores de Filosofia, o ponto de apoio do Projeto é esta cara disciplina – a Filosofia. Tem como coordenador adjunto do Projeto, o professor Me. Theo Machado Fellows e coordenadora a professora Me. Ivanete Pereira.

Quando se discute a obrigatoriedade da Filosofia no Ensino Médio, várias opiniões surgem, uns são a favor outros contra e assim se constrói os debates em relação ao assunto. Segundo a professora Me. Ivanete Pereira, a “obrigatoriedade” é um termo que não a agrada, já que geralmente provoca contrariedade no paciente. Para ela, o ideal seria “desejar” a Filosofia, e não recebê-la como um “remédio”. Pereira utiliza o termo “paciente” não por acaso, mas em face do duplo sentido que carrega. 

“Não obstante, posiciono-me favoravelmente à inclusão da disciplina no Ensino Médio, como forma de colocar os jovens em contato com o modo por excelência da admiração humana diante das coisas do mundo, o modo do questionamento, da reflexão e do diálogo. O contato com a Filosofia é transformador, e quanto mais cedo isso acontecer, melhor. No entanto, é preciso que essa experiência – vamos considerar assim a questão – seja pedagogicamente muito bem conduzida, sob pena de grassarem efeitos inócuos ou, pior, desapontadores, para a comunidade”, argumenta. 

Docência em Filosofia

A professora se diz solidária à abertura de campo de trabalho para os alunos egressos dos Cursos de Filosofia, pontuando, neste viés, a necessidade de instar, junto aos órgãos públicos regulamentadores do sistema da Educação, no sentido de que sejam contratados professores habilitados na área, para lecionar Filosofia no Ensino Médio. 

“Parece gritantemente óbvio, mas consta que isso não ocorre como deveria, já que é cediço o costume de alocar professores habilitados em outras áreas para ministrar aulas de Filosofia, no âmbito das escolas públicas e privadas. A questão, na verdade, se entrelaça à consideração anterior: graduados em Filosofia, bem formados, estarão aptos a bem conduzir a experiência pedagógica”, diz.

Com a formação dos futuros docentes, Ivanete Pereira explana que nesse novo contexto, ela e os demais mestres estão diretamente engajados. “No que concerne à problemática, que considero urgente, da exigência de diretrizes regulamentadoras, que efetivamente assegurem a contratação de (mais) professores devidamente habilitados em Filosofia, para as cadeiras da disciplina no Ensino Médio, contamos com a ação dos nossos dirigentes institucionais e das lideranças de classe”, expõe. 

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