sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ensino da Filosofia e democracia são propostas de projeto acadêmico

Foto: Equipe do Blog Filosofia Contemporânea na Educação
Foto: acadêmico Bruno Lomas de Souza
O “ensino da Filosofia e a democracia” foram debatidos no dia 23 de janeiro de 2014, durante a aula de Filosofia. A temática faz parte do projeto final da disciplina Prática Integrada IV, ministrada pelo professor Dr. Nelson Matos de Noronha e foi apresentada pelo acadêmico Bruno Lomas de Souza. O objetivo do Projeto é mostrar a Filosofia atribuída ao pensamento filosófico contemporâneo. 
Para o acadêmico, articular o projeto ao pensador, insere o instrumento do argumento, pois o ensino de filosofia sendo obrigatório no Ensino Médio é valido para dar respostas as perguntas não só no Ensino Médio, mas também de modo geral; por ter participado do PIBIC, o aluno fará a pesquisa de caráter eminentemente bibliográfico, além das vivências que ele tem com as pessoas do Ensino Médio e superior acerca das noções de democracia; o segundo estágio do projeto seria o estudo por meio dos clássicos como Platão e Aristóteles. Nesse sentido, o aluno expõe que a argumentação é destaque para o estabelecimento ou não do pensamento filosófico.
 


Confira ao Vídeo
 

 

Expõe também que o tema escolhido para o trabalho-democracia- o levou a argumentar se de fato o regime a qual estamos inseridos é uma democracia, ou é apenas a liberdade de expressão; para ele a palavra remete ao conceito etimológico, que significa governo do povo: nesse sentido, enquanto liberdade será que nosso regime é democrático? Se for, é um campo apropriado para argumentos por meio da Filosofia.

Debate filosófico
Finalmente para ele, todo debate tem um pano de fundo sendo, portanto o mesmo que delimita o debate, a tese de cada um, qual se sustenta ou não, e no final das contas prevalecerão às argumentações mais próximas; o arcabouço cultural pode ser visto por meio das conversas cotidianas e das informações recebidas pela mídia, jornal impresso ou televisionado: assim, a chegada dessas informações gira em torno de uma mesma delimitação, definindo nesse caso, pelas entidades encarregadas das informações.
 
A partir de então a possibilidade de debate, parece imitar o que se chama democrático, no entanto, o sentido é: só o fato de pensar que vivem em ambiente democrático, traz uma situação democrática. 

Plano de Trabalho acadêmico discute o Ensino Médio sem Filosofia


Foto: Equipe do Blog Filosofia Contemporânea na Educação
Foto: Graduando em Filosofia Alisson Lima
É possível ainda o Ensino Médio sem Filosofia? Assim iniciou a explanação do acadêmico de Filosofia Alisson Lima, no dia 23 de janeiro de 2014, durante a aula de Filosofia. A temática faz parte do projeto final da disciplina Prática Integrada IV, ministrada pelo professor Dr. Nelson Matos de Noronha. O aluno justifica que debates atuais têm discutido a retirada da disciplina como obrigatória e devido isso, traz à sociedade uma reflexão a respeito do assunto. 

Em sua metodologia, abordará os alunos da própria Universidade Federal do Amazonas (UFAM), futuros professores para saber como é repassada a filosofia nos cursos de Letras e História, por exemplo; depois abordará alunos novos e os que estão saindo para saber  se os docentes que ministram aulas de Filosofia são de fato especializados na área. 

Contudo, para ele, essas situações refletem o pensamento da sociedade sobre a disciplina. Finalmente o aluno apresentará os resultados por meio de gráficos quantitativos das respostas colhidas nas entrevistas; além da entrega de um relatório final para o departamento de filosofia, a fim de deixar os professores a par da situação atual da disciplina. 

O professor Dr. Nelson Matos de Noronha, sugere que o problema do projeto do aluno deve colocado de outra maneira: “caso a tese de que os professores de outras áreas possam de fato ensinar Filosofia, quem vai ensinar a matéria das aulas destes”? Quanto ao Estatuto Jurídico da Filosofia é diferente a do Platão e do Einstein, porque a Física pode ser o objeto de um ensino regular e repetido, já a Filosofia não. Portanto, é algo a se pensar, um assunto interessante que traz várias reflexões. Boa sorte ao colega no desenvolvimento deste trabalho de pesquisa.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pesquisa sobre a Filosofia no Ensino Médio no Brasil

Bom Dia, amigos.
Hoje teremos novamente um encontro na aula de Prática Integrada IV, no curso de Filosofia.

Gostaria de sugerir a visita ao seguinte sítio da ANPOF para que possam ler
a matéria:


O longo alcance da ANPOF Ensino Médio

 http://www.anpof.org.br/spip.php?article236

 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Aula do dia 23 de janeiro de 2014

Boa Noite, amigos.
Gostaria de agradecer à Mestranda Soraya Lima por suas contribuições para o sucesso de nossa disciplina, entre as quais o registro da aula do dia 23 de janeiro, que transcrevo a seguir:



RELATÓRIO DA AULA DE FILOSOFIA
DATA: 23.01.2014
Aos vinte e três dias do mês de janeiro de 2014, na sala de número cinquenta e um (51) do bloco do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), às 16h20, iniciou a aula com os alunos do 6º Período da graduação de Filosofia, ministrada pelo professor Dr. Nelson Matos de Noronha. Nessa aula participaram os alunos: Hudson Benevides, Alisson Lima, Maurilio M. Lima, Bruno Victor Brito e Bruno Lomas. Estagiários docentes: Joyce Karoline Pontes, Josué Vieira e Soraya Lima. Seguindo as orientações da aula anterior, o professor Dr. Nelson Noronha solicitou que os alunos, Bruno Lomas e Alisson Lima, dessem continuidade à apresentação dos projetos. Assim, o aluno Bruno Lomas de Souza apresentou a proposta do seu projeto cujo titulo é: “O ensino de filosofia e a democracia”. Como objetivo do projeto, o aluno disse que buscará: Mostrar como o ensino de filosofia se enquadra em um regime democrático, partindo, principalmente do pensamento filosófico contemporâneo Chaimm Perelman. Para o aluno, articular o projeto ao pensador, insere o instrumento do argumento, pois o ensino de filosofia sendo obrigatório no Ensino Médio é valido para dar respostas as perguntas não só no Ensino Médio, mas também de modo geral; por ter participado do PIBIC, o aluno fará a pesquisa de caráter eminentemente bibliográfico, além das vivências que ele tem com as pessoas do Ensino Médio e superior acerca das noções de democracia; o segundo estágio do projeto seria o estudo por meio dos clássicos como Platão e Aristóteles; nesse sentido, o aluno expõe que a argumentação é destaque para o estabelecimento ou não do pensamento filosófico; como cronograma de novembro a março por meio de conversas com estudantes leituras e escritas o aluno fará o confronto desses argumentos e finalmente entregar o produto do trabalho por meio da escrita de um artigo. Expõe também que o tema escolhido para o trabalho-democracia- o levou a argumentar se de fato o regime a qual estamos inseridos é uma democracia, ou é apenas a liberdade de expressão; para ele a palavra remete ao conceito etimológico, que significa governo do povo: nesse sentido, enquanto liberdade, será que nosso regime é democrático? se for, é um campo apropriado para argumentos por meio da filosofia; finalmente para ele, todo debate tem um pano de fundo sendo portanto o mesmo  que delimita o debate, a tese de cada um, qual se sustenta ou não, e no final das contas prevalecerá as argumentações mais próximas; o arcabouço cultural pode ser visto por meio das conversas cotidianas e das informações recebidas pela mídia, jornal impresso ou televisionado: assim, a chegada dessas informações giram em torno de uma mesma delimitação, definindo nesse caso, pelas entidades encarregadas das informações. A partir de então a possibilidade de debate, parece imitar o que se chama democrático, no entanto, o sentido é: só o fato de pensar que vivem em ambiente democrático, traz uma situação democrática. O ideal é pensar em uma democracia que não exista apenas um arcabouço cultural. Após a apresentação o professor Dr. Nelson Matos de Noronha falou sobre a utilidade da produção-artigo: fazer a pesquisa de modo que a mesma não “ameace” as pessoas, no sentido de que o trabalho do aluno mesmo que aparentemente, não atinja a integridade, a moral das pessoas, mesmo que essas pessoas sejam conhecidas do aluno; além do mais, o tema poderá ser potencializado por meio da relação entre a filosofia e a democracia: para o professor Noronha, essa questão é fundamental, por ser a argumentação a possibilidade de convencimento, onde uma escolha pode ser melhor que a outra; nesse sentido, há risco na argumentação, pois embora seja uma técnica da lógica do discurso, envolver elementos culturais implica nas paixões que a pessoas tem. Assim, há outras técnicas mais eficazes que atingem inclusive o coração das pessoas, pois reúne elementos que não só os discursivos e sim trabalha a emoção como síntese de técnicas que buscam influenciar a decisão do eleitor, consumidor, etc. Portanto, a filosofia pode oferecer a possibilidade de os alunos “jogar”, para que se torne exercício individual das práticas subjetivas das pessoas, onde ela saiba fazer o discernimento critico dos jogos ideológicos existentes. Assim, passada a palavra para os alunos, Soraya e Josué, estagiários da turma empreenderam exemplos demonstrando que as temáticas do cotidiano perpassam pelo caráter da argumentação; colaborando com ambos, o professor Noronha disse: ”no entanto, que a mesma empreenda a técnica do discurso, portanto utilizar argumentos de modo que tenha uma “plástica” que faça o sujeito sonhar, se apaixonar e ao mesmo tempo falar da vida concreta. É preciso que a discussão dos valores esteja ligada a vivencia das pessoas”. Em sequência, o aluno Alisson Lima iniciou a apresentação do projeto: “É possível ainda o ensino médio sem filosofia?” O aluno justifica que o projeto teve a ver com as discussões ocorridas nas aulas de filosofia e também entre conversas com professores de outras áreas. Para ele é importante a discussão sobre o que de fato tem sido as aulas de filosofia: ela é necessária? o que o aluno faz ?Para ele a discussão pode ser empreendida por meio dos debates atuais que encerram a retirada da disciplina das aulas do ensino médio. Visto desse modo, expõe o seguinte: será que as competências que cabem a filosofia poderiam ser assumidas por outras disciplinas? O aluno relata que as orientações para o ensino de filosofia no ensino médio parecem confusas quanto ao ensino da disciplina. Como metodologia diz que abordará os alunos da própria UFAM, futuros professores para saber como é repassada a filosofia nos cursos de letras e história, por exemplo; depois abordará alunos novos e os que estão saindo para saber  se os docentes que ministram aulas de filosofia são de fato especializados na área. Para ele, essas situações refletem o pensamento da sociedade sobre a disciplina. Finalmente o aluno apresentará os resultados por meio de gráficos quantitativos das respostas colhidas nas entrevistas; além da entrega de um relatório final para o departamento de filosofia, a fim de deixar os professores a par da situação atual da disciplina. Ao final o professor Nelson Matos de Noronha, propõe que o problema do projeto do aluno seja colocado de outra maneira: “caso a tese de que os professores de outras áreas possam de fato ensinar filosofia, quem vai ensinar a matéria das aulas destes”? Quanto ao Estatuto Jurídico da Filosofia é diferente a do Platão e do Einstein, porque a Física pode ser o objeto de um ensino regular e repetido, já a Filosofia não. Apesar de a disciplina ter uma matriz curricular, você pode ensinar uma doutrina, menos a Filosofia, pois vai se tornar algo que faz parte do cotidiano da sociedade. Logo, essa competência de reflexão deveria ser o objeto do ensino da Filosofia, por isso o professor precisa desenvolver ou ter algum talento para induzir os alunos. A aprendizagem não é realizada por quem ensina, mas pelo próprio estudante, quando seu intelecto é tocado. Portanto, é necessário  um professor que ministra aulas encantadoras aos alunos ou propicie aos estudantes uma experiência positiva. O conteúdo de uma disciplina como a Filosofia e uma de história, por exemplo, possuem estatutos diferentes. No caso da Filosofia, o objetivo não vai ser alcançado no caso se o professor for apenas para cumprir a carga horária do programa. “Eu sou a favor da obrigatoriedade da Filosofia e pelas exigências de hoje na grade curricular muita coisa está sendo retirada, e com isso, a coordenação dos cursos vão tirando os cursos como Filosofia, Sociologia, Língua Estrangeira. Na verdade eu penso desde que a LDB existe desde 1996, e que os cursos de Licenciatura são voltados para ser professor. O livro do Foucault Hermenêutica do Sujeito é uma leitura que argumenta sobre a questão da formação do professor: mostra práticas pedagógicas da antiguidade que diziam respeito entre um filósofo e a relação do seu aprendiz. E hoje nós temos ambientes que fazem com que a disciplina não desapareça, mas que condições possam ser criadas para melhorar a profissão do professor”.Apos essa exposição o professor Noronha encerrou as atividades da aula dessa tarde com o compromisso de voltarmos na próxima aula dando continuidade às apresentações restantes. Encerrada apresentação dos trabalhos, aula encerrou as 18:05h com a indicação da postagens das atividades dessa tarde a serem postados no blog de Filosofia da turma (http://filosofiacontemporaneanaeducacao.blogspot.com.br/).
É o registro. 

Abraços,

Nelson Noronha

domingo, 26 de janeiro de 2014

Bom dia, amigos.

Aqui vão algumas sugestões de leituras de interesse para nossa disciplina.
Abraços,
Nelson

  1. historia da filosofia - SciELO

    www.scielo.org/.../scielo.../iah/?...HISTORIA%20DA%20FILOSOFIA
    SciELO Brasil. Vieira, Carlos Eduardo. História da Educação e História da Filosofia: culturas cruzadas a partir das concepções de história e de escrita da ...

  2. Ensino de filosofia - SciELO

    www.scielo.org/.../scielo.../iah/?...ENSINO%20DE%20FILOSOFIA
    Gontijo, Pedro and Valadão, Erasmo Baltazar Ensino de filosofia no ensino médio nas escolas públicas no Distrito Federal: história, práticas e sentidos em ...

  3. O ensino da filosofia no limiar da contemporaneidade - SciELO Livros

    books.scielo.org/id/hd5d8
    O ensino da filosofia no limiar da contemporaneidade: o que faz o filósofo quando seu ofício é ser professor de filosofia? Author: Gelamo, Rodrigo Pelloso ...

  4. filosofia da educacao - SciELO

    www.scielo.org/.../scielo.../iah/?...FILOSOFIA%20DA%20EDUCACAO
    Base de dados : article. Pesquisa : FILOSOFIA DA EDUCACAO [Todos os índices]. Referências encontradas : 25 [refinar]. Mostrando: 1 .. 10 no formato [ISO 690] ...

  5. Kriterion: Revista de Filosofia - Home Page - SciELO

    www.scielo.br/kr
    10/05/2013 - Publication ofFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG Print version ISSN 0100-512X Mission. To publish articles in philosophy ...

  6. Kriterion: Revista de Filosofia - Home Page - SciELO

    www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0100...iso...
    10/05/2013 - SciELO - Scientific Electronic Library Online ... Publicação deFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG versão impressa ISSN ...

  7. Conceitos de filosofia na escola e no mundo ea formação do filósofo ...

    www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100...
    de MC Seneda - ‎2009 - ‎Citado por 1 - ‎Artigos relacionados
    Cited by SciELO; Access statistics; ReadCube ... Professor Adjunto do Departamento de Filosofia (FAFCS) da Universidade Federal de Uberlândia.

  8. FILOSOFIANET: revista eletrônica de filosofia. - 05.03.11 Biblioteca ...

    www.filosofianet.org/modules.php?name=News&file=print&sid...
    05/03/2011 - 05.03.11 Biblioteca eletrônica SciELO no topo do ranking ... A biblioteca eletrônica SciELO Brasil foi classificada em 1º lugar no ranking ...

  9. Revista de filosofía - Home Page - SciELO Chile

    www.scielo.cl/rfilosof.htmTraduzir esta página
    16/01/2014 - Publicación deUniversidad de Chile. Facultad de Filosofía y Humanidades versión On-line ISSN 0718-4360. Misión. Revista de Filosofía.

  10. Estudios de Filosofía - Home Page

    www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_serial&pid=0121-3628...
    24/08/2013 - SciELO - Scientific Electronic Library Online ... Estudios de Filosofía é o nome da revista publicada pelo Instituto de Filosofía da Universidad de ...
Pesquisas relacionadas a filosofia scielo

sábado, 25 de janeiro de 2014

Educação e Filosofia serão discutidas no Projeto Interseção

Foto (arquivo pessoal da entrevistada) Prof. Me Ivanete Pereira - Coordenadora do Projeto Interseção
Foto:  Prof. Me. Ivanete Pereira
Educação é algo que se aplica a todos os segmentos da sociedade, portanto, se faz presente também na Filosofia. Ai você se pergunta, mas de que forma? Esta temática será discutida dia 25 de junho, através do Projeto Interseção na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no Auditório Rio Solimões. Vale ressaltar que os encontros acontecem todas as quartas-feiras, com início às 18h.


Os idealizadores do Projeto Interseção são professores de Filosofia, o ponto de apoio do Projeto é esta cara disciplina – a Filosofia. Tem como coordenador adjunto do Projeto, o professor Me. Theo Machado Fellows e coordenadora a professora Me. Ivanete Pereira.

Quando se discute a obrigatoriedade da Filosofia no Ensino Médio, várias opiniões surgem, uns são a favor outros contra e assim se constrói os debates em relação ao assunto. Segundo a professora Me. Ivanete Pereira, a “obrigatoriedade” é um termo que não a agrada, já que geralmente provoca contrariedade no paciente. Para ela, o ideal seria “desejar” a Filosofia, e não recebê-la como um “remédio”. Pereira utiliza o termo “paciente” não por acaso, mas em face do duplo sentido que carrega. 

“Não obstante, posiciono-me favoravelmente à inclusão da disciplina no Ensino Médio, como forma de colocar os jovens em contato com o modo por excelência da admiração humana diante das coisas do mundo, o modo do questionamento, da reflexão e do diálogo. O contato com a Filosofia é transformador, e quanto mais cedo isso acontecer, melhor. No entanto, é preciso que essa experiência – vamos considerar assim a questão – seja pedagogicamente muito bem conduzida, sob pena de grassarem efeitos inócuos ou, pior, desapontadores, para a comunidade”, argumenta. 

Docência em Filosofia

A professora se diz solidária à abertura de campo de trabalho para os alunos egressos dos Cursos de Filosofia, pontuando, neste viés, a necessidade de instar, junto aos órgãos públicos regulamentadores do sistema da Educação, no sentido de que sejam contratados professores habilitados na área, para lecionar Filosofia no Ensino Médio. 

“Parece gritantemente óbvio, mas consta que isso não ocorre como deveria, já que é cediço o costume de alocar professores habilitados em outras áreas para ministrar aulas de Filosofia, no âmbito das escolas públicas e privadas. A questão, na verdade, se entrelaça à consideração anterior: graduados em Filosofia, bem formados, estarão aptos a bem conduzir a experiência pedagógica”, diz.

Com a formação dos futuros docentes, Ivanete Pereira explana que nesse novo contexto, ela e os demais mestres estão diretamente engajados. “No que concerne à problemática, que considero urgente, da exigência de diretrizes regulamentadoras, que efetivamente assegurem a contratação de (mais) professores devidamente habilitados em Filosofia, para as cadeiras da disciplina no Ensino Médio, contamos com a ação dos nossos dirigentes institucionais e das lideranças de classe”, expõe. 

Diálogos interdisciplinares serão discutidos no Projeto Interseção

Diálogos interdisciplinares entre professores de diversas áreas, com ampla participação dos discentes e aberto ao público em geral é o objetivo do Projeto Interseção, idealizado por professores de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Esta é a primeira fase do encontro, que busca dialogar aspectos relacionados à Filosofia.

 E você que sente dificuldades ou acha que a disciplina não faz parte do seu cotidiano, esta é uma ótima chance de conhecer e aprender o que é a Filosofia de fato e como ela está presente à sua vida. 


A sustentabilidade aliada à Filosofia é um aspecto que para Pereira as correntes filosóficas sempre se preocuparam em pensar as políticas e realidades sociais de suas épocas. E muitos filósofos, inclusive, foram influenciados por seus momentos históricos, como, para citar um único exemplo, os expoentes da Escola de Frankfurt.  

“Creio que a questão da sustentabilidade, dita de um modo geral, é hoje um desafio para o pensamento filosófico. Penso que podemos de um ponto de vista pragmático – mas, atenção: no sentido aristotélico de pragma, ou seja, das coisas que se faz e como se faz, e que constituem o campo da Ética –, oferecer contribuições significativas para essa temática necessária, especialmente aqui, na Região Amazônica”, diz.

Questionada sobre a dificuldade que muitos discentes sentem ao aprender Filosofia, a professora Ivanete Pereira, conta que o ato de ensinar é como o ato de aprender e que às vezes é difícil compreender a disciplina, porém, é sempre, maravilhoso o resultado da aquisição do conhecimento. 

“O processo é muitas vezes doloroso, à semelhança dos ritos de passagem. Todavia, há felicidade maior, para um professor, do que compartilhar o que sabe e, ao mesmo tempo, aprender o que não sabe? De fato, para nós, professores, ensinar é também aprender. E como somos “eternos estudantes”, ensinar-aprender é na maioria das vezes, pura felicidade. Isto pode parecer romântico (não deixa de ser), mas é bastante aristotélico”, pontua. 

A professora Me. Ivanete Pereira finaliza com uma mensagem para a sociedade que não acredita na presença da Filosofia no seu cotidiano. “Procurem conhecer melhor esta que é a “ciência-mãe” de todas as outras. Verão que o diálogo – instância fundamental das relações sociais – é o método filosófico por excelência. Como já dizia Platão”, declara.